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Consultório de Exercício



Terça-feira, 07.05.13

Treino de Isolamento Muscular vs. Treino Funcional

“Se treinamos músculos, esqueceremos movimentos, mas se treinamos movimentos nunca esqueceremos músculos.”

 

Nick Winkelman


Veja o primeiro artigo sobre a temática do Treino Funcional aqui

 

Em muitos programas de fitness / preparação física ainda existe a cultura do body building, isto é, a perspetiva que treinar os músculos de forma isolada é a única forma de trabalhar no ginásio. A primeira pergunta que temos que fazer quando se desenha um programa de treino é: Qual é o objetivo do programa? Melhorar o rendimento? Ganhar mais músculos? Ganhar mais músculos não vai de certeza aumentar o rendimento se eu não for capaz de os utilizar de uma forma coordenada num determinado movimento. Não é o facto de ter uns quadricípites grandes, trabalhando na Leg Press (o exemplo que vemos na imagem acima), que vai fazer com que corra mais rápido ou chute com mais força. Há muitas mais coisas em jogo. O único resultado seguro que vou obter ao fazer essa máquina é desenvolver os quadricípites de forma desintegrada dos principais movimentos atléticos e não só.

 

A Leg Press não tem nada a ver com a forma como usamos as nossas pernas, que se destinam a nos manter em pé contra a gravidade, enquanto nós caminhamos, escalamos ou corremos. À medida que andamos, existe uma rotação do fémur sob a rótula mas ao fazermos esta máquina, verificamos uma rotação da rótula “sobre” o fémur. A mecânica da Leg Press, além de não simular aquilo que acontece quando andamos, corremos ou descemos escadas, pode colocar também demasiada pressão sobre o joelho e sobre os ligamentos.

 

Em suma, a máquina promove força que não é ADAPTÁVEL. Não há exigências significativas do âmbito motor (leia-se inter-relação entre o sistema nervoso e muscular) na máquina de Leg Press, basta empurrar! Na vida real, as pessoas precisam de andar, de se equilibrar numa perna e de usar as ancas e os glúteos. Por exemplo, se o objetivo é melhorar a capacidade de uma pessoa em levantar-se do sofá, o agachamento vai ter um transfer maior que a máquina supracitada.

 

Lembrem-se: o nosso cérebro pensa em movimentos, não pensa em músculos isolados.

 

Até breve e não se esqueçam de deixar os vossos comentários! 

 

Pedro Correia

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por consultoriodeexercicio às 15:17


Pedro Correia

Licenciado em Educação Física e Desporto pela Universidade da Madeira e certificado por diversas instituições internacionais como a USA Weightlifting, Functional Movement Systems e Titleist Performance Institute, estabeleceu como missão ajudar todos aqueles que pretendem melhorar o seu rendimento não só no desporto, mas também em qualquer actividade da sua vida, sempre sob uma perspectiva holística que inclui Movimento, Nutrição, Mentalidade e Regeneração. Realizou formações complementares na área do rendimento desportivo em alguns dos melhores Centros Desportivos dos EUA: Athletes Performance, Parisi Speed School e Mike Boyle Strength & Conditioning. Actualmente desenvolve a sua actividade como Performance Specialist em Lisboa, é especialista em golfe e autor do blog Functional Performance Training, abordando vários temas na área do treino, saúde e nutrição. É colaborador editorial e consultor na Gnosies.

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